segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Não percam!

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domingo, 6 de setembro de 2009

Há tempos atrás

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Luz Própria

E de repente o riso me toma
E o vento forte me bate a face
Houve um tempo
Em que havia lágrimas
Cena superada
espetáculo terminado.
Sensação de leveza,
Estado de pureza
Quem quiser que apague o sol
Eu tenho luz própria.

Diva Brito
17/06/2005
18:35
sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Velhos hábitos nunca mudam

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Frequentemente piso torto
pelos paralelepípedos das calçadas. Acaba em segundos o meu equilíbrio, a minha estabilidade. Eu desço da beira da calçada e retomo postura de mortal. Durante aqueles segundos, eu fantasio ser mais.

Diva Brito


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terça-feira, 18 de agosto de 2009

O que ficou pelo caminho?

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Derramando 'falta' por esses dias.
Carência, ausência, necessidade de um quê,
Que sinto já ter conhecido,
mas que esqueci completamente como é.
Aí penso que não conheço o que me falta.
Ando doente de mim mesma,
Estupidamente inconformada em ter que crescer.
Não vale a pena,
não paga a independência adquirida
A independência aprisionando,
tornando refém da realização.
O sonho é tão mais gostoso...
quarta-feira, 15 de julho de 2009

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E sendo assim, desse jeito,
um tanto quanto incompreensível,
acredito que entre encontros e desencontros
A vida é um mirabolante labirinto,
Uma floresta sedutora
com perigos e prazeres
com trechos ora felizes e ora amargos
Mas sendo o que definitivamente teria que ser
Em sua misteriosa lógica icognicível.

Diva Brito
terça-feira, 2 de junho de 2009
Eu discordo do que chamam de amor
Amor pra mim tem um quê de sofrer, tem sim
Mas tem um prazer garantido pós-dor
Que só se revela quando passa a ânsia
Tem cobertura de limão e recheio de mel
Descortino os olhos e vejo o amor no seu paradoxo:
De um lado a madureza do aprendizado
Tenta domar a insensatez da infância.

Diva Brito
03/06/09
quinta-feira, 14 de maio de 2009

Crescendo dolorosamente

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Quando fomos banidos do Paraíso, a expulsão foi eterna. Não podemos voltar ao Éden. Se você recorda da história, o caminho está bloqueado por querubins e por uma espada flamejante.
Não podemos voltar atrás; só podemos seguir a diante.

Voltar ao Éden seria como tentar voltar ao útero da nossa mãe, à infância. Já que não podemos fazer isso, temos que crescer. Só podemos seguir adiante pelo deserto da vida, abrindo caminho dolorosamente sobre o chão queimado e estéril, rumo a níveis cada vez mais profundos de consciência.

Essa é uma verdade extremamente importante, mas é uma jornada difícil, e a consciência de que as coisas são desta maneira muitas vezes é dolorosa. Portanto, a maioria das pessoas detém sua viagem o mais rápido possível. Elas descobrem que o que parece ser um lugar seguro e se enterram na areia, e ficam lá, em vez de prosseguirem pelo áspero deserto, que está cheio de cactos, espinheiros, e pedras afiadas.

Mesmo se a maioria das pessoas já pôde aprender, num período ou outro, que "as coisas que nos ferem no ensinam" (para citar benjamin Franklin), a educação no deserto é algo tão doloroso que eles a interropem assim que podem.

A senilidade não é só uma desordem biológica, ela também pode ser a manifestação da recusa de um crescer, uma desordem psicológica evitável por qualquer um que embarca num padrão de crescimento psicoespiritual vitalício. As pessoas não querem falar sobre a verdadeira maturação; ela é dolorosa demais.

Se estou disposto a falar sobre a dor, issonão significa que sou algum tipo de masoquista, muito pelo contrário. Não vejo absolutamente alguma virtude em qualquer tipo de sofrimento não construtivo.

Mas existe algo que pode ser chamado de sofrimento construtivo. E a diferença entre o sofrimento construtivo e o não construtivo é uma das coisas mais importantes que aprendi ao lidar com a dor de crescer. O sofrimento não construtivo como as dores de cabeça, é algo de que devemos nos livrar; o sofrimento construtivo deve ser suportado, e temos de nos esforçar para superá-lo.

Uma das coisas que nunca deixam de me espantar é a constatação de que relativamente poucas pessoas entendem o que é coragem. A maioria das pessoas acha que coragem é a ausência do medo. A ausência do medo não é coragem; é algum tipo de problema cerebral. A coragem é a capacidade de seguir adiante apesar do medo ou da dor. Quando isso acontece a pessoa descobre que vencer aquele medo não só o torna mais forte, como também é um grande passo na direção da maturidade.

O que exatamente é a maturidade? Quando escrevi A trilha menos percorrida, embora estivesse descrevendo o perfil de uma série de pessoas imaturas, nunca dei uma definição de maturidade. Mas acho que o que caracteriza a maioria das pessoas imaturas é o fato de elas ficarem sentadas reclamando que a vida não satisfaz suas exigências. Como Richard Bach escreveu em Ilusões, "defenda suas limitações, e com certeza elas serão suas". Mas o que caracteriza as relativamente poucas pessoas totalmente maduras é que elas consideram responsabilidade sua -até mesmo uma oportunidade - satisfazer as exigências da vida.

Para prosseguir deserto adentro, é preciso estar disposto a encontrar o sofrimento existencial e trabalhar para ultrapassá-lo. Para fazer isso, se somos como a maioria da humanidade, será necessária uma mudança de atitude em relação à dor de uma maneira ou de outra. E aqui estão algumas boas novas: a maneira mais rápida de mudar sua atitude em relação a dor é aceitar o fato de que tudo que acontece foi projetado para o nosso crescimento espiritual. Ora, que melhor notícia pode haver do que essa de que não podemos perder, de que faltalmente venceremos? Temos a garantia de vitória uma vez que tenhamos percebido que tudo o que aconteceu conosco foi projetado para nos ensinar oque precisamos saber na nossa jornada.

M. Scott Peck
Proseguindo na trilha menos percorrida
segunda-feira, 11 de maio de 2009

Concordo com Alice Ruiz

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"Já que me sinto muito digna do sentar a tua mesa, não quero as migalhas não, quero o pão inteiro."
Venha, entre.
mas peça licença
quando for me dizer
de gostos amargos,
de dores no peito,
de lágrimas caídas,
ou de coisa ruim.
não é que eu não vá lhe ouvir
mas, só posso te dizer
que quando eu fico assim
niguém por mim pode fazer
Às vezes eu peço colo
mas só acho meu travesseiro.
Às vezes o seu consolo
Você acha diante do espelho.


Diva Brito
sexta-feira, 8 de maio de 2009

ROTINA

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A rotina a sufocava, roubava-lhe os futuros suspiros, os desejados devaneios, o saboreio do afago no coração. Roubava-lhe além do ar, a coragem de expressar, a desenvoltura de escrever, a satisfação de amar, o direito e o querer se apaixonar, as forças para resistir.

A rotina era como um bicho apavorante, um monstro arrastando-a pelo pé, para um pântano escuro, sem calor, sem luz, sem cor, em busca de capturar não só a ela, mas principalmente seu sorriso. E onde a cada minuto, por mais que se debatesse, mais um pedaço do seu sorriso ia desaparecendo submerso ali.

Ela bem sabia que uma hora iria sair daquela situação, sabia que não eram aqueles, seus últimos instantes de vida, mas ainda assim a sensação era de morte lenta e definhante.

Ela também sabia que se esperasse um vacilo do monstro conseguiria bolar uma fuga, mas a vontade de que aquilo tudo não tivesse se iniciado a segurava numa inércia sem sentido.

Queria mesmo era nunca ter estado ali, mesmo sabendo que uma hora iria sair, queria nunca ter sentido aquelas agonias, aquelas tristezas, e a falta de ar, de coragem, de desenvoltura, de satisfação, de paixão, de forças. Mas para tanto precisaria fazer com que tudo aquilo só dependesse de si, e aquilo também depende do mundo, do sol, das cores, e dos amores.

Era com pesar que ela sentia o frio, a mágoa, o sal de suas lágrimas que já foram doces. E se tentara gritar por socorro, o pântano era longe, escondido, fechado, e quando alguém a ouvisse, o sorriso dela já poderia estar morto.

P.s.: Quando a menina gritar por socorro, é porque ela precisa mesmo, muito e de verdade, e o mais rápido possível.

Diva Brito
quarta-feira, 6 de maio de 2009

gota d'água

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Composição: Chico Buarque (1975)




Por favor...

Deixe em paz meu coração

Que ele é um pote até aqui de mágoa

E qualquer desatenção, faça não

Pode ser a gota d'água...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

GABRIEL, o arcanjo esperado!

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Amo o filho que nasce em mim
Amo o filho que nem sei se é meu
Amo o filho mesmo que filho não seja
Amo, e o amor de filho mata a saudade
Amo-o pois, ser filho não há quem mude
Amo e mesmo que um dia o amor acabe
Amo esse filho que é amado na eternidade
Amo, e amarei incerta de ser amor ou infinitude
Diva Brito
23/05/2006
20:00 hs
Repostando esse poema em homenagem ao meu mais novo priminho: Gabriel!
Tão esperado, tão amado, tão desejado...
Prima, que venha para iluminar sua vida, para te dar força e sabedoria.
Assim que ele chegar quero uma foto pra colocar aqui.
Amo vocês!

Há sempre uma esperança

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Que os anjos digam amém!
terça-feira, 14 de abril de 2009

SARAU

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Calor é troca de energia
Sarau é troca de magia!

Não percam!
sábado, 14 de março de 2009

INSTABILIDADE

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O equilíbrio permanente me acomoda, me asfixia.
Vai e volta, preciso de um solavanco, um susto de algo que temporariamente me desequilibre, acelere meus sangue nas veias.
Mas esse momento não pode me fazer voltar ao caos terminantemente. É só para me permitir saborear o gosto da retomada do equilibrio

obs.: Espero que esse momento me traga um pouco de inspiração.

Até mais, queridos.
sábado, 14 de fevereiro de 2009

Inspiração? ããã?

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A inspiração é o processo de sugar o ar para dentro do organismo, para depois liberá-lo para fora do corpo através da expiração.

É...a coisa tá desse jeito meu povo. Rs

domingo, 26 de outubro de 2008

O SEU AMOR

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O seu amor é como o sol.
Me aquece, me fortalece, me encoraja.
O seu amor me enche de graça

O seu amor me atiça o olfato
Me instiga a audição quando ouço sua fala
O seu amor meus sentidos dispara

Diva Brito
20/10/2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Já que você disse assim:

"Se você quer ser minha namorada
Ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque

E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida ‚ nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem de ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois"
Vinicius de Moraes - Minha Namorada

Bom,então digo assim...

Já que você quis ser meu namorado, e é um lindo namorado, já que quer ser somente eu. Esse namorado tão jeitoso, tão gentil e carinhoso, de beijinhos e de palavras que só você sabe me dar. Já que você jura com liberdade, já que tem essa vontade de envelhecer ao lado meu. Já que você diz todo mansinho, que mesmo quando for velhinho, meu amor, ai me querer. Vai me contar suas histórias, e reviver suas memórias, e deitar no colo meu. Chorar e rir de verdade e quando sentir saudade, ligar para me dizer. Se você quer ser mais que meu namorado, se quer ser o meu homem amado, o meu cavaleiro alado, o meu pai, amigo irmão...Se você quer me ter do seu lado quer que eu siga com você. Não mais se preocupe com a tristeza, com os perigos do caminho, pois a estrada abre caminho pra você. Os meu olhos sempre buscarão seus olhos, o seu corpo, seu sorriso, tão bonitos de se ver. E também me abrigarei toda contente, no braços exaustos e quentes, e tocarei o rosto seu. Vou me enfeitar, me ter com viço, vou cuidar pra que seu riso nunca deva se esconder.
=)
Diva Brito
03/09/2007
(extraído de um e-mail aí)
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Seus olhos, seu sorriso, sua euforia.
Tudo isso eu te digo,
Faz de você essa flor querida,
da primavera da minha vida.

Diva Brito
28/03/2007


(Inspirada em Calila Sousa)
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Diga a noite que hoje o dia foi triste,
Sem o mel dos seu olhar a capturar o meu
Dia de boca secando, buscando o riso seu
Diga ao amanhã que já deu,
Não parece justo com um ser que só ama,
não ter a mão do amado a afagar o rosto seu,
e o abraço morno que aconchega o coração.
Não é justo essa saudade toda não.

Diva Brito
20/08/08
domingo, 10 de agosto de 2008
Você precisa aprender a ler o meu silêncio,
E separar com vírgula a minha respiração.
Há tantas interrogações bailando soltas em meus olhos.
Existe tanta inquietude em minhas mãos...

Diva Brito
segunda-feira, 21 de julho de 2008

SATISFAÇÃO

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Os devaneios continuam, mas acho que a dona anda sem saber como contá-los.
Me lembrei agora de um livro de História Geral em que no assunto sobre as grandes navegações, eu descobri que ao olhar o mar as pessoas da época - por não verem o que existiam depois do horizonte - cultivavam o mito de que chegando ao horizonte, os navios caíam numa vala onde existiam grandes monstros marinhos e blá blá blá....
Pois é...o desconhecido apavora!
(Não sei de onde vem essas associações minhas sem pé nem cabeça!)
Época de preparação pra definições e de insegurança.
Bom, relevem...ando com as idéias um tanto desorganizadas, e se não organizo as idéias, que dirá as palavras para por nesse espaço.

Saudades demais de escrever, de sorver o prazer de poetizar, profetizar e brincar com as emoções. Mas transições são sempre assim, tulmutuadas. Espero voltar logo, e pelo que me conheço pode ser a qualquer minuto.

Beijos pros passantes e pros fiéis visitantes.

Diva Brito
21/07/2008
sábado, 31 de maio de 2008

Presente lindo.
Ganhar flores é tão romântico...

TUA BOCA

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Esquece o que tua boca diz
Ela mente
Mente porque na verdade,
Nem conhece a verdade
Vai ver tua boca sente,
Mas nem sabe
Esquece o que tua boca diz
Ela finge.
Finge e não sei o porquê.
Mas sei que sua boca foge
Talvez por medo de saber.
E desse jeito ela finge, mente,
Não sei porque foge
Se sabe que pode
Seguir seu coração.

Diva Brito
24/09/2001
19:10 hs
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Quinta-feira à tarde descobrem o corpo de uma jovem no quarto do seu apartamento. Na cama, ela enrolada num lençol ensangüentado e com uma facada na nuca. Ao lado do corpo, um ramalhete de flores e uma carta de amor. Um jovem escreveu aquela carta de despedida e levou para a ex-namorada as flores. Na carta trechos onde ele dizia que se ela não fosse dele não seria de mais ninguém. Ele dizia que a amava. As pessoas, em sua maioria, não amam. Deturpam o sentido do sentimento AMOR quando em vão, pronunciam EU TE AMO. O verdadeiro amor aceita os outros, mas não se submete; o verdadeiro amor não é munido de posse, portanto, não se enciúma; o verdadeiro amor não depende, vincula. Amar não é difícil. Difícil é desassociá-lo dos vícios humanos. No fundo, todo mundo tem a capacidade de amar. Basta não entorpecer o AMOR. Quem ama cuida, mas não faz no lugar do outro.Amar não é ter pra você, é ter com vc. O amor é cheio de paz, confiança e amizade. O amor não esconde, nem mente. O amor acima de tudo NÃO MATA.
Diva Brito
02/06/2005
23:52hs
segunda-feira, 19 de maio de 2008

O FÔLEGO

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Que o meu fôlego
Te procure no escuro
Não te permita dormir,
E te prenda sempre em mim.
E que não penses em imaginar
Realidade fora do meu corpo,
Ou amor fora de minha'lma.
Que a chama eterna dos teus olhos
Nunca desapareça
Que nesse teu íntimo
Nunca pereça,
A esperança de me ter.
Que o meu nome eternamente
Ressoe como um eco em tua mente
E quando o vento tocar-te o rosto,
Te lembres das minhas mãos
Que te vasculham sem pudor.
Que a chuva que te molha,
Exale assim o cheiro do meu corpo
Que tua sede te guieAos meus lábios.
Que saudoso agora estejas,
Da minha leviandade
Da minha aparente ingenuidade,
Da minha língua na sua vontade.

Diva Brito
12/07/2005
23:11 hs
quinta-feira, 1 de maio de 2008
E pra que eu mentir pro meu espelho?
Pra que em vão ignorar a voz que me conduz?
Porque eu finjo que eu finjo ser graça o meu apelo,
E bato a porta na cara do meu coração?
Porque me faço surda pra minha consciência?
E ajo com desdém quando ela me diz
Que a vida toma o desenho da minha mão.

Diva Brito
2007

CARTA DE DESAMOR

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Eu que por muito
a guardar para ti
Meus versos, meus delírios,
Meus sonhos, e meus desejos.
Eu que te dei de bandeja
Meu coração e tudo
Que havia dentro dele.
Eu que amei de forma
Às vezes egoísta,
Às vezes resignada,
Que suportei sua inércia,
Que aturei outras mulheres.
Eu que te amei de forma visceral
Que te quis como mãe
E como mulher,
Que fingia lutar contra
Todo aquele sentimento
Quando na verdade
Regava-o bem discretamente
Pra que suas raízes
Não me permitissem
Te esquecer
Hoje, dia em que realmente
Posso considerar extinto
E superado esse sentimento desgraçado!
Venho te comunicar que tudo
Que um dia senti
Onde foi parar,já não sei dizer.

Diva Brito
17/03/2006
quarta-feira, 16 de abril de 2008

ESPELHO

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Um absoluto silêncio íntimo a me calar
E me fazer ouvir o que não consigo ver.
Meus olhos, vendados por tantos véus
Destes que nascem com o homem,
E lhes obstruem a entrada ao céu.
Oh, sendo tão fácil ouvir o mundo
O silêncio e os gritos que dele brotam
Porque hei de cegar-me ao estar diante
De tudo que me algema, me sufoca, me desfigura,
Daquilo que imperfeiçoa a criatura?
Porque não escuto a tua voz,
E no fundo não quero ter a verdade ao alcance
Se tanto vivo de cegar a mim mesmo.
Frente a um espelho, de quem estou diante?
O que da minha boca, escapa como flecha,
Sobre o quê não ouvi, ou fingi não ver?
Onde se divide o egoísmo e a amizade?
Será dentro de mim, e dentro de você.

Diva Brito
15/04/2008

terça-feira, 15 de abril de 2008

DEIXE ENTRAR

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Renove os seus sorrisos, tire-os da gaveta,
Troque a roupa velha deles.
Ponha no sol os seus olhares com brilho,
Tire o mofo dos seus planos astronômicos,
E trate de mudar o perfume do seu coração.
Leve ele pra fazer as unhas, depilação.
Presenteie seu sorriso com um batom novo.
Inale três vezes por dia aquelas cores que já desbotaram
Não, não se contenha diante do mar...
Pule as ondas necessárias
Pra recomeçar seu ano a qualquer hora, qualquer mês.
E pra que aquela paixão que está querendo entrar,
Mude a mobília, faça um jantar, pinte as paredes...
Deixe que ela entre, e não tenha medo de tentar!

Diva Brito
08/11/2007
domingo, 13 de abril de 2008
Vens derramar teu corpo doce em minhas mãos
Te deito em meu seio e te acolho, e provoco
Vens querer tudo de mim, minha sede e o furor
Te derramo em resposta todo fogo e o sabor
Vens esperar o meu gozo retratado em minha feição
Te digo que esperes o céu pois qualquer gozo é vão

Diva Brito
13/04/2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
A dona Saudade 'Abril' meu coração.
É um tempo de viver suspirando por aí
De sonhar acordada com os dias vividos
E com todos os dias que ainda virão
Ver e rever fotografias, fechar os olhos,
E me deixar levar pelo mar da paixão.

Diva Brito
11/04/2008
terça-feira, 25 de março de 2008
Nem sei, nem sabes...
Não há entendimento, compreensão.
Quando se fala de amor,
(sentimento e carne)
Não há quem afirme com propriedade
Se é certeza ou ilusão
se é dádiva ou consumição
Se é parte da vida (inevitável),
Ou se é invenção do coração.

Diva Brito
25/03/2008
15:09h
segunda-feira, 24 de março de 2008
Existe sempre um atalho para que os outros entendam a sua cabeça: a boca!
Existe sempre um bando de gente que não vai entender nunca as palavras de sua boca. Mas para todas as que ouvem o que você diz, existe sempre uma pessoa, aquela que não faz de conta que você tá se enforcando sempre que diz o que pensa, aquela que não faz pré-julgamento e que imagina como seria estar no seu lugar. Pra essas, toda a sua maior atenção, pois por mais que sejam solidárias e fraternas, de tanto acreditar no entendimento delas, você pode, por vacilo, as decepcionar.

Diva Brito
24/03/2008